Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Livros, Propaganda
MSN - apotchoka@hotmail.co


Histórico:

- 20/03/2005 a 26/03/2005
- 03/10/2004 a 09/10/2004
- 20/06/2004 a 26/06/2004
- 30/05/2004 a 05/06/2004
- 23/05/2004 a 29/05/2004
- 09/05/2004 a 15/05/2004
- 02/05/2004 a 08/05/2004
- 25/04/2004 a 01/05/2004
- 11/04/2004 a 17/04/2004
- 04/04/2004 a 10/04/2004
- 21/03/2004 a 27/03/2004



Outros sites:

- Divagações De Um Pós-Adolescente
- Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
- Borboletinha Azul
- Flavinha Cem
- Amigo das Letras
- Espaço Ka
- Conversa de Amigos
- As Aventuras da Bucanera
- Cuka Fresca
- Bolhinhas de Sabão
- Zumbi Escutando Blues
- Opus 6
- Anúncios Absurdos
- PublicidArte
- Só Duentes
- América Football Club
- Mundo de Isa
- Bolhinhas de Sabão
- Rodrigo Rudi
- Peru Possible
- Londrix
- A Abadia
- Leandro Brazil
- Bucaneirinho Radical
- Listas
- Di Angels
- Giselle Molon
- Paulo Adriano
- Do Bem
- MANSÃO SCHUTZ


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Layout:




Fragmentos Desconexos de um Coração Resignado

Uma blusa azul, um olhar marrento e a impressão velada: "Vou ter problemas com esse cara."

Aquele olhar... não reparara direito naquele olhar. Ou melhor, não confiava naquele olhar... não se deixava enganar pela suposta malícia por trás dele.

Numa mesa de restaurante com uma amiga, é alertada sobre a beleza clara e pura daquele olhar.

Sempre aquele olhar.

Um dia vazio, quieto, calmo, com a perna machucada, o dono do olhar, meio murchinho, joga a letra. A timidez e a postura rígida, ingenuamente, acharam que criariam a barreira que sempre funcionara.

Foi aí que ouviu um sonoro: "EU ESPERO!!"

Balela! Pensou.

Uma noite, uma notícia pelo primo... uma morte e a recomendação de segredo. A impotência solitária. A preocupação com o trabalho no dia seguinte... o conforto numa ligação às escondidas.

Um dia de sol quente. Início de Primavera. Muita coisa a fazer, a preocupação latente e a ressaca culpada se unem até o anoitecer. A revelação de um comentário e, talvez, o grande início da quebra da barreira.

Na saída da favela, o entardecer e uma amiga dá o pontapé inicial e um sonoro: "Vamos fazer alguma coisa... um cinema?". O primeiro e também sonoro "Não."

Um almoço de trabalho e, quem sabe, algumas impressões quebradas pela sinceridade. Uma ponta de admiração pela atitude do menino de 13 anos, feito homem, 9 anos depois em sua frente.

A insistência faz efeito e o cinema, num Sábado à noite e chuvoso, acontece. Nada além do filme e de uma boa conversa, para ela. Para ele, ali nascia um sentimento maior.

Nesse meio tempo, uma missa, o casamento de uma amiga e a admiração crescia... a insistência também. Até que põe em palavras: "Estou começando a gostar de você." Nele, a ansiedade toma conta.

Um momento Sagrado: a Confissão com um Padre e só tinha vontade de conversar sobre ele; o porquê não sabia. E, então, um estimulante "Por que não?"

A Crisma. Embebida de Espírito Santo e medo de uma prova e resultado: 2 horas ao telefone, um próximo encontro no dia seguinte. Ela, confortada. Ele, a certeza de algo mais.

"Outono em Nova York – LOTADO", um banco no shopping e...

Ele esperou. Ela se surpreendeu.

Com os amigos numa mesa de bar, o olhar se perde. A piada de um. A inexperiência e ... estava apaixonada.

Sozinha, acidente com uma pessoa que ama. E ele, incansável. Nem os pais estavam lá, mas Ele estava.

Sábado à noite, a espera, o telefone: "Bati com o carro, está tudo bem." Telefone de novo e sinal de problemas, o coração aperta e vai atrás, quase meia noite, sozinha nas ruas escuras, o encontrar.

Sentados no sofá da sala, a última conversa: "Não estou mais satisfeita com você." Lágrimas. Palavras-facas. A falsa certeza de que tinha feito a coisa certa. Uma mensagem no celular: "Gosto muito de você". O sonho, o altar, o vestido branco, se pensa doida, mas sente alívio.

Dura pouco! Pensa, esquece o orgulho, tenta. Do outro lado, lágrimas de dor. Era a sua vez de insistir – o jogo sempre vira.

Até que... não há mais lágrimas.

Acabou.

Do lado de lá, vida normal.

Do lado de cá, o constante medo de se magoar se faz presente e eterno.

 

Do lado de lá, outro amor.

Do lado de cá, a solidão auto-suficiente do medo de esquecer aquele olhar que a fez tão bem. Justo aquele olhar que não tinha reparado no começo.

Agora,

EU ESPERO.

Um nó na garganta, lágrimas e, na boca, apenas o gosto do último beijo.

Não quer mais esperar, mas não consegue. é mais forte que ela.



- Postado por: A Potchoka às 02h14
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________