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Segunda-feira, 21 de março – dia inesquecível para 7 carioquinhas espertos.

Pela manhã, eu não sabia se ia ao show, estava chateada com um problema pessoal com a minha faculdade, mas a idéia de ver o Lenny Kravitz aqui pertinho, de graça e num showzaço a animou bastante. A Patty estava super-ultra-empolgada, que assim que soube que a amiga não se animara, tratou de convencer os amigos a pilhá-la.

No fim do dia, deu certo. Mesmo com ameaças de chuva e cansaço, prevaleceu a vontade da fã.

Então os 5 colegas de trabalho, mesma gerência, mesmo andar dirigiram-se à Praia de Copacabana. Chuvinha fraca! Vai parar na hora do show.

Metrô razoavelmente mais movimentado que o normal, mas e daí? É show! É Rio de Janeiro – Cidade Maravilhosa.

Aqui não é São Paulo, os paulistas nunca fariam isso em plena segunda-feira, sendo que todos trabalhariam no dia seguinte por que aqui não tem vagabundo. Por isso que amo ser do Rio e não de São Paulo.

Até que os vagões do metrô começaram a encher milagrosamente. Milagre da multiplicação!

A estação de destino mais próxima do show estava muuuuuito lotada, muita gente, a zoação começou ali mesmo: 3 andares de assobios, gritos de "uhu" e similares.

Chegando em Copacabana, sentimo-nos na iminência do Reveillon de tanta gente. Pensamos em comer no BOB’s – não rola, muito cheia, adolescente só conhece fast-food. Vamos para um pé-sujo??

Eu quero coxinha! Tow com desejo de comer coxinha!

Saímos a procurar a coxinha, todos com fome. Paramos numa Padaria que, por milagre mesmo, tinha as melhores coxinhas que eu já comi na minha vida! (sem exageros – estava muito gostosa mesmo)

Engraçado, lembram da chuva? Pois é, ela lembrava de nós e não queria ir embora de jeito nenhum. Outro amigo se junta a nós, prevenido ele, com uma capa de chuva de plástico que não devia ser nada refrigerada, mas e daí, os shows desse cara custam quase R$ 200,00, vamos vê-lo de graça!

Chuva mesmo, vamos para a praia!

Depois de um tempo, atingimos o calçadão e rumamos para a areia. O DJ começou a tocar antes das 20h. Aliás, o DJ é muito bom.

Depois de uns gritos histéricos da fresca aqui por causa areia, achar um lugar não foi tão difícil. Paramos perto do camarote da Claro e do som, dava pra ver o palco. Todos indignados por não estarmos lá, afinal a Patty deve ser uma das melhores clientes da companhia, mas tudo bem.

Nojos à parte, quase morri quando vi que os homens estavam fazendo xixi na areia mesmo. Abaixavam-se (quando faziam isso!) e era ali mesmo.

"Eca que nojo, comigo não!" Até a Patty aderiu ao meu jargão. Depois foi a Amanda.

Fizemos uma espécie de cordão de isolamento, (bom, os meninos porque eu quase sempre ela levada pela muvuca) para proteger as meninas, né!

Não adiantou nada, num determinado horário, depois de muito esperarmos o Lenny, o empurra-empurra foi geral, forte e bastante ruim. Tudo isso porque o nosso querido-idolatrado-salve-salve-cantor não conseguia atravessar a rua para vir cantar. Já estava quase 1 hora atrasado, será que ninguém podia dar a mão a ele??

Depois de muito sofrer, fomos desistindo aos poucos. Eu queria fazer isso antes, mas me contive porque estaria sozinha. Quando mais dois desistiram, pensei, fui.

Fomos, apesar de querermos ficar, mas o final seria muito pior do que aquela pequena amostra que acabamos de ter.

Não se essa idéia foi boa ou ruim, pois a multidão não acabava nunca!!! Muito empurra-empurra. Muita gente suada! Muito vidro na areia e coisas piores às vezes há há há há

Eis que surge um isopor no meio do caminho!

Não vi mais Amanda e Clemilson. Atrás de mim só a Patty e o primo. Elinei e Mário já eram também.

Uma mulher barraqueira-peituda na minha frente pôs a mão na cintura e não me deixava passar. Eu disse que ia passar, e passei, levando os dois atrás de mim.

E a multidão não acabava, parecia uma grande onda, ninguém andava, éramos levados. Tive a brilhante idéia de seguir os gigantes. Colava nas costas dos caras e atrás, levando os dois atrás de mim. Afinal ali estava a minha carona até o meio do caminho.

Um gigante me abandonou e eu dei um giro de 360º no meio da multidão, acreditem, não tem coisa melhor do que isso!!! Mas não tardou para achar outro gigante na frente e depois um baixinho, mas que quase violentado pela minha sombrinha rosa-pink, não quis mais desgrudar de nós (não sei porque!)

Depois de bastante tempo, conseguíamos andar e respirar sem ficar doidin.

Os amigos já eram!

Depois, o Elinei nos encontra, tomam a saideira e saímos mesmo. Até que nos liguem e peçam para esperar. Vamos todos juntos. Sim, o Elinei conseguiu encontrar o Clemilson e Amanda. Maktub, só pode.

Aí começou a segunda parte do nosso drama: achar o carro do Beto. Depois disso, a terceira parte. Desespero Reloaded!

O trânsito estava com-ple-ta-men-te parado. Vcs sabem o que é isso no Rio de Janeiro? Então, isso significava que eu ia chegar em São Gonçalo City às 3 da manhã. Tomar banho até 4 de tanta sujeira pra tirar e acordar às 5! UHU, empolgação. E isso sem ver o show!

Entramos no carro, 6 no carro sem esperança de chegar em casa tão cedo. Até, de repente, não mais que de repente, Beto – o motorista – é dotado de uma luz divina. Aliás, tenho que criar a comunidade no Orkut "Me amarro no Beto", com direito a erro de português mesmo. Mas então, ele sobe pela Dias da Rocha, pela calçada mesmo por que a rua é sem saída (sim, semana passada estivemos lá com a Sônia) e passa, bom, quase não passa. Imaginem um carro no meio de 2 orelhões! Ele passou no meio, quase raspando a tinta do teto. O carro bate no show, mas...

FUGIMOS DO ENGARRAFAMENTO!!!

Só precisávamos descobrir o caminho, a Plis aqui resolve pedir ajuda a um taxista do lado, e não é que o cara ficou com medo de mim!! Buááááá

Também, eu tava horrorosa, pedindo desculpas pra passar de tão acabada e horrorosa.

Enfim, descemos nos referidos pontos de ônibus e fomos pra casa. Eu cheguei quase 2 da manhã, depois de quase fretar uma Kombi toda ferrada pq não passava táxi nem ônibus no meu querido município...

"Rio 40º, cidade maravilha"

Plis – a cansada



- Postado por: A Potchoka às 20h26
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